Falo-vos, neste regresso após longa ausência, na enorme preguiça em que caíram as pessoas do Pinhão. Poucas serão as excepções e antes que surjam as “bocas” eu também não sou excepção.
 
Toda a gente se queixa, toda a gente reivindica, pede, exige, mas nada faz para que se melhore o estado das coisas.
 
Eis alguns exemplos: o Douro Press que todas as semanas é criticado por instituições públicas e por entidades particulares, mas até hoje nunca ninguém se disponibilizou a contribuir para a sua produção. Os que cá estão, fazem o melhor que podem e sabem. Quem faça melhor, deverá talvez iniciar a sua publicação (parece que assim vai ser com determinando partido politico tão incomodado com a linha editorial deste folheto).
 
A festa do Pinhão é sempre mal feita, falta isto e falta aquilo. Mas não vejo os que tudo criticam darem o primeiro passo. Na ultima reunião, para a qual foram convocadas 30 a 40 pessoas, apareceram meia dúzia e será essa brava meia dúzia que segurará o barco. As maiores felicidades…
 
A feira foi mal feita. Mas não vi os comerciantes, verdadeiros interessados na feira a darem o primeiro passo para a organizarem, como acontece em todo o lado. Teve que vir o estado organizá-la. Teve que vir uma junta que se rejeita e nega toda a organização cultural de eventos… mas pelos vistos nega-se apenas aos que não saem na comunicação social.
 
A única coisa que vi foi boicotes despropositados e fora de tempo. As tais reivindicações nunca se concretizaram. Pelo contrário, o Pinhão PERDEU TUDO o que pediu nesse boicote. E PERDEU ainda mais. E quem disser o contrário está profundamente iludido com o marketing local.
 
Apelo de quem adora esta terra acima de muita coisa (algumas que não devia) e de quem sofre sempre que houve algum jovem dizer que não pertence a esta terra: ACORDEM DE UMA VEZ!!!! Ponham esta terra a mexer para além de todas as quezílias e de todas as dificuldades.
 
Apelo particularmente aos jovens: ACREDITEM! A terra tem potencial cabe-vos espreme-lo e usufruir dele. A terra só poderá contar com vocês, todos os outros, os que criticam mais tarde ou mais cedo cairão no ridículo e serão ignorados. Criticar é fácil, destruir em segundos o trabalho dos outros é “canja”. Mas o gosto do dever cumprido e da sensação de se fazer pela terra, é único.
 
Os meus mais sinceros PARABENS a todos quantos têm dignificado esta terra onde quer que estejam com o que quer que fosse, esta terra é verdadeiramente vossa.
sinto-me:
publicado por Luís Almeida às 16:10