A liberdade de expressão, de opinião e de intervenção na sociedade são, no caso particular de Portugal, direitos inalienáveis que em 74 foram reconquistados.
A democracia, enquanto sistema politico mais perfeito que conhecemos (embora apresentando algumas insuficiências), baseia-se exactamente nesses direitos, entre outros. A simples negação pela negação destes direitos a qualquer cidadão representa um desrespeito constitucional gravíssimo.
Mas isto de se ter direito a opinar e a se expressar acarreta um outro princípio fundamental, o da responsabilidade. Intervir em público exige responsabilidade, emitir uma opinião à sociedade exige responsabilidade, gozar de liberdade de expressão exige responsabilidade. E quando o contexto em causa é mais do que emitir opiniões e se trata da divulgação de informações para outros interessados na matéria, a responsabilidade é ainda maior. É necessário garantir que a informação veiculada é verdadeira e além disso deixar claro que essa informação foi obtida em fontes fiáveis. Se mesmo assim haja quem considere que tal informação, obtida fiavelmente e divulgada responsavelmente, não deva ser transmitida, só porque não, então a conclusão é simples. A liberdade de expressão é negada e está-se perante algo muito semelhante ao que antes de 74 incidiu sobre todas as formas de expressão.
Há assuntos e matérias que, por serem delicados, este ano são inconvenientes de se discutir de forma aberta e livre de condicionalismos. Até aceito que este seja o ano em que tentemos, por uma ou outra razão, apenas realçar o positivo. Mas não poderemos nunca esquecer que o negativo existe e que não deverá ser negada a sua apreciação só porque um calendário determinou que 2009 seria um ano de eventuais alterações… ou não!
Fica à consideração de todos, mas particularmente dos meus conterrâneos as ilações que deste texto se possam tirar. Fica também à consideração se é este o futuro que pretendemos no nosso país, na nossa região, na nossa localidade. Porque se o for, não terei grandes dúvidas em afirmar que já não sou Português… já não sou douriense… já não sou pinhoense.
Até para a semana, neste mundo livre que é a Internet, e que pela sua dimensão ninguém conseguirá nunca controlar. Por isso posso mesmo dizer que é ATÉ PARA A SEMANA.
 
Luís Manuel M. Almeida
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publicado por Luís Almeida às 13:03