Terminaram as legislativas. Sócrates vence, o PSD assume um resultado abaixo do esperado, o CDS-PP vence, o BE vence e a CDU vence. Terá vencido Portugal?!
 
A fragilidade de um governo minoritário costuma pagar-se cara. Mas António Guterres aguentou-a durante 6 anos e pouco a custa de "queijos limianos" e outros "doces". Terá Sócrates o mesmo jogo de ancas que o seu mestre (?).
 
Seja como for, até na hipotética situação de coligação maioritária, parece claro que o PS terá que "virar agulhas" preferencialmente à esquerda. Ficou claro que os portugueses penalizaram o governo dispersando-se na votação pelo Bloco de Esquerda e CDU (apesar de esta ser agora a 5ª força politica, não deixa de "ganhar" outra vez aumentando a sua votação).
 
Contudo mudam-se os cenários e mudam-se os actores nos próximos 15 dias.
 
Sob a sombra (ou não!) destes resultados os partidos, em muitos casos com uma configuração politico-partidária diferente, avançam com os autarcas e candidatos a autarquias para queimar os últimos cartuchos deste extenso ciclo eleitoral que começou nas Europeias.
 
As televisões não farão a massiva cobertura, os jornais esquecerão que há todo um país em campanha e não apenas o Porto e Lisboa. Se algumas esperanças se poderiam depositar na comunicação social local a verdade é que a cobertura é pura e simplesmente medíocre, insuficiente e pouco rigorosa. Desde jornais que sistematicamente reproduzem de forma aleatória comunicados lançados pelos partidos, alguns a roçar o ridículo em conteúdo e forma, até rádios onde supostos debates são mais parecidos ao antigo concurso da RTP, o “Um Contra Todos” em que os supostos moderadores assumem o direito de ter opinião e de interpelar de forma desproporcionada, pouco rigorosa e mesmo pouco ética apenas este ou aquele interveniente.
 
Seja como for cada um luta como pode, por vezes de forma desigual. Além do tradicional contacto há agora novas ferramentas disponíveis pela internet e é salutar ver que algumas candidaturas não se inibem de fazer uso na sua campanha. Quando se apregoa o incentivo à utilização das novas tecnologias este é sem duvida um impulso importante. Pena que nem todos os partidos tenham esse sentido publico de impulso, talvez porque não interesse de todo um maior conhecimento das ideias e projectos. Aliás, longe do mediatismo de televisões, rádios e jornais e sem acesso a tempos de antena, as centenas de cnadidaturas a freguesias e câmaras tem na internet uma excelente forma de encontrar novas formas de comunicação e divulgação.
 
Vamos lá a ver se é agora que chega o tempo de MUDAR! Eu acredito que é!
 
Luís Almeida
publicado por Luís Almeida às 23:03