É caso para dizer: “Está um tipo uns dias desatento e já ninguém se entende”.

É, no mínimo, curiosa a troca de acusações e o esgrimir de argumentos entre a Junta de Freguesia do Pinhão e os vereadores PSD de Alijó na questão dos contentores.

No meu último texto deixei apenas um breve comentário pensando que não era assunto que fosse correr mais tinta. Não poderia estar mais enganado!

A questão são os contentores que o IPTM (Instituto Português Transportes Marítimos) colocou na praia e para o qual se terá procedido ao abate de árvores e remoção de mobiliário urbano alegadamente com o consentimento total da Junta de Freguesia que teria sido cúmplice, eque segundos textos que fui lendo, quase parecia um crime passional.

Ora desde exposições interessantemente detalhadas no blog (oficial) do PSD/Alijó até ao comunicado da Junta de Freguesia do Pinhão ontem divulgado passando pelos tradicionais insultos. Tudo se tem visto.

Acho que o ponto ao que chegou este processo nada dignifica o Pinhão ou o concelho. Foram pedidos esclarecimentos, a Junta esclareceu. Se os contentores são do IPTM nada mais há a dizer. Ou será que estão todos esquecidos que 50m das margens são domínio público fluvial e por consequência sob jurisdição do IPTM. “Anda-se a bater no ceguinho”, murmura-se nos corredores do concelho que esta “implicância” dirige-se ao Pinhão enquanto vila e a Pedro Perry enquanto Presidente da Junta. Mas ele foi eleito com 70% dos votos...

O apelo que deixo é que nos centremos no conteúdo dos assuntos e na discussão do que realmente interessa. O PSD não gostou do que se passou; pediram-se esclarecimentos na Assembleia Municipal; a Junta do Pinhão responde em comunicado, e aí eu percebi que de facto a Junta nada poderia ter feito para evitar esta situação. É tudo uma questão de tutela legal sobre o espaço… e neste particular nada a fazer. Para quê continuar a insistir. A questão da agência de turismo que está prestes a emergir na Câmara de Alijó seria um assunto que de facto mereceria mais atenção. Porque quanto a este… o mal está feito e a Junta não teve culpa.

Considero-me, neste particular, elucidado apesar de evidentemente não ter concordado muito com a forma como tudo se fez. Mas já percebi de quem é a culpa. Talvez devêssemos centrar as atenções no facto de uma instituição da Administração Central ter chegado e feito o que lhes “deu na gana” perante a impotência das instituições locais.

 

Luís Almeida

(LEC ISTLisboa2006)

publicado por Luís Almeida às 21:23