Aterro de pára-quedas no meu blog, salvo seja e espero que esta expressão não seja mal interpretada, depois de me ter feito passear pela blogosfera do nosso concelho.

Considero inenarrável, inacreditável, inexplicável e inaceitável aquilo que se tem passado em Alijó e em particular no meio político. De um momento para o outro entrou-se num campo de insulto pessoal e muitos blogs foram invadidos por comentários anónimos e de conteúdo pouco útil para a resolução dos problemas de Alijó. Até mesmo o meu blog, cujas estatísticas mostram ser mediamente visitado, foi atingido com apreciações pessoais tendo sido posta em causa a minha pessoa por diversos prismas. Algo que fez mesmo atrasar a publicação do texto desta semana para poder dar o tempo necessário à digestão daquilo que vai sendo dito de mim por aí e o meu direito à indignação e resposta a certas acusações carentes de argumentos sustentáveis.

Mas pior que se ignorarem assuntos importantes é a quantidade de Zorro’s que, mascarados, mal ou bem, foram aparecendo por aí disparando em todos os sentidos e colocando em causa a seriedade de certas pessoas invadiram a blogosfera de comentários infundados ou mal sustentados apenas baseados na crítica pessoal a roçar por vezes o insulto.

Assim vai a política para lá do Marão.

E esta, que até foi uma semana agitada para as nossas gentes, viu assim serem relativizados assuntos de muito maior importância que as questões pessoais ou de identidade de A ou B.

Assim, para tentar repor o equilíbrio, e não querendo desempenhar o papel de herói, mas sim de cidadão activo que deseja o melhor para a sua terra e que acredita em Alijó, no Pinhão e nas suas gentes, gostava de deixar dois ou três assuntos que me chamaram a atenção e que estes sim deveriam merecer a nossa verdadeira atenção.

Começo pelo nuclear e pela ameaça que pairava sobre o Douro ao concretizar-se a instalação de uma central no vale do Douro Internacional. Felizmente, o Ministro da Defesa, Freitas do Amaral, descartou, como aliás também o Engº Sócrates, a possibilidade de Portugal vir a ter centrais nucleares, em particular no Douro. Só de pensar que tal seria possível dá arrepios.

Manuel Martins, autarca vila-realense, disse em declarações à imprensa, que já não acredita na região de Trás-os-Montes e que só a ligação ao litoral norte poderia ser benéfica para o interior criando assim a grande região Norte. Não posso esconder, por textos que outrora escrevi, que sou defensor do regionalismo. Mas sou defensor de uma divisão eficaz capaz de combater desigualdades e capaz de incentivar cada região a procurar o seu caminho. Uma possível extensão até ao litoral norte (faixa de Aveiro a Caminha) iria como que amputar-nos àquela região ficando dependentes do pólo atractor que já é o Porto. Considero mais benéfico que se criem e estimulem pólos atractores interiores, por exemplo o eixo Lamego-Régua-Vila Real, as zonas de Chaves, Bragança e Mirandela. Eurico Figueiredo, defendeu hoje que a associação de Trás-os-Montes à região da Guarda seria benéfica e introduziria massa critica. Também nesta solução tenho reservas já que falamos de zonas de culturas e estilos de vida e de “funcionamento” algo diferentes. A não ser que a regionalização seja efectivada em moldes semelhantes aos de Espanha ou afectando cada região de uma certa independência semelhante à da Madeira e Açores, considero que a actual divisão por NUT’s, que define a divisão dos quadros comunitários de apoio, é suficiente e satisfatória. Bem mas este é um assunto que daria pano para mangas e eu já me alonguei demasiado.

Duas notas finais para referir a problemática dos Bombeiros de Alijó que anseiam que fundos estatais possam colmatar as deficiências das actuais condições, numa notícia do JN de hoje. Outra nota para a questão do turismo, em que têm sido divulgadas previsões e estatísticas de outros anos que apontam para o estabilizar da procura e para os perigos de queda se os produtos a oferecer não tiverem uma qualidade inegável.

Não sou certamente dono da razão absoluta, nem sei tudo… mas estou certo que por essa blogosfera haverá pessoas que considerem, como eu, ser mais lucrativo perderem alguns minutos a reflectir em algumas destas questões do que propriamente a lançar dúvidas sobre a seriedade das pessoas, a tentar desvendar identidades anónimas ou mesmo a roçar o insulto pessoal

Luís Manuel Almeida

(MECISTLisboa2006)

sinto-me: Força Portugal
publicado por Luís Almeida às 00:01