(ver nota de rodapé antes de começar a ler o texto)
Este texto que aqui escrevo deveria estar como comentário a mais uma das acções do PSD em Alijó relatadas no seu blog, desta vez no Pinhão. Mas surpresa das surpresas, o PSD de Alijó eliminou e impediu comentários no seu blog. Porquê? Não sei nem ninguém sabe porque eles não explicaram. Resta-me esperar que, humildemente, passem pelo meu blog e possam ler o meu comentário à sua recente visita ao Pinhão.
Ora vamos lá então. Diz-se que o Pinhão perde protagonismo. Nós últimos anos o Pinhão tem andado, como nunca, na voz do povo, na televisão, nos jornais. É certo que alguns pinhoenses memorizaram o número da TVI no seu telemóvel, mas não falemos de quando o Pinhão vai para os jornais para relatar boicotes ou manifestações. Ainda esta semana quando entrei no Dolce Vita Monumental ali no Saldanha vi um cartaz a promover o Douro, numa zona bem próxima do nosso Pinhão. A CP, por muito mal que nos trate, enviou esta semana na sua newsletter semanal um artigo sobre o Pinhão incitando a sua visita. Portanto protagonismo não falta…
Mas falemos das coisas sérias. Os vereadores do PSD vieram ao Pinhão, pela segunda vez desde que foram eleitos (as campanhas não contam). Primeiro foi por causa das cheias e agora por causa de uma série de problemas que resolveram chamar à atenção do “Noticias do Douro” e de quem quis ouvir. No entanto, de ambas as vezes, não ouvi, ou li, o esboçar de soluções. Que os problemas existem já o sabemos e infelizmente conhecemo-los de trás para a frente. Gostávamos era de ouvir soluções concretas. E não venham dizer que a Câmara é rosa porque o modo de funcionamento de uma autarquia a nível municipal não é igual ao do governo. E se a câmara não funciona pois que caía… como outras.
Chegar e dizer que está mal feito todos sabemos fazer… é como quando chegam aqui os anónimos a chamar-me arrogante e outras coisas… Agora é preciso apresentar soluções. E não podemos esquecer que há problemas causados pelo PSD e que hoje estamos a pagá-los. Não foi por acaso que o artigo do “Noticias do Douro” não fala sobre a opinião do PSD perante a inconstante situação da EB 2,3 do Pinhão.
Alijó sofre do mesmo problema de Portugal: falta de oposição activa e pertinente. Passear sobre as localidades do concelho é manifestamente insuficiente. As coisas não estão bem e não estão a ser geridas com sustentabilidade e segundo parâmetros rigorosos e enquanto a oposição se preocupar com operações de marketing mais do que com a inversão das diversas tendências, nada vai mudar.
Já aqui disse muitas vezes que sou adepto da democracia, que não sendo perfeito é o melhor sistema que temos, mas para que esta funcione é necessário que a oposição também funcione de maneira pertinente, activa, responsável. No final do mandato as culpas não se podem apenas atribuir à má gestão, terão que ser atribuídas à falta de oposição a uma hipotética má gestão.
E já agora… faltam dois anos para as eleições… estes passeios terão uma de duas razões: reforçar a ideia que o PSD está vivo e se preocupa ou preparar terreno para as próximas eleições. Diz a experiência que o eleitorado não preserva na memória durante muito tempo estas operações de marketing pelo que será pertinente das duas uma: fazer sugestões concretas de resolução de problemas e promover esses mesmos problemas ou então recordar que ainda faltam 2 anos para as eleições.
 
Luís Manuel Madureira de Almeida
Msc Engenharia Civil
Instituto Superior Técnico – Universidade Técnica de Lisboa
 
 
NOTA DE RODAPÉ
Se já tinha a fama de “socialista” hoje vou ficar com o rótulo. Mas quero antes de mais esclarecer o seguinte ponto: eu defendo o Pinhão e tudo o que está mal na vila, segundo a minha perspectiva (boa ou má, quer os outros gostem quer não gostem, tenho direito a ela). O facto de possivelmente me insurgir contra o PSD, neste texto, não significa que eu seja de qualquer partido contrário ao laranja. E já agora, porque isso anda na moda, este texto não foi encomendado, porque felizmente não devo vassalagem a ninguém muito menos a partidos políticos (de bairro). Até porque isto dos textos de encomenda é uma questão de lobbies e interesses e a mim ainda ninguém me ofereceu nada.
publicado por Luís Almeida às 21:28