Como tudo se encontra em constante mutação na nossa sociedade, parece que os timmings, esse tão frágil elemento, seguem a mesma tendência.
Tudo isto para dizer que já parece que tudo termina no final de Julho nas férias. A verdade é que independentemente do ano civil tudo o resto se gere por um anos que começa em Setembro e termina em Julho. Mal não vejo, mas obriga-nos a fazer dois balanços por ano.
E se há algo que realmente cada vez mais segue esta tendência de mudar de ciclo em Agosto é a política. Neste blog raramente falo de politica e nunca tive pretensão de a fazer, para isso tinha que ser politico e definitivamente não sou. Durante estes anos em que aqui escrevi muitos fizeram confusão entre as minhas visões e opiniões da conjuntura e a politica. Estamos num país livre, cada um pensa como quer e tem direito à sua opinião por mais errada que seja. Mas esta explicação serve para informar que este é o meu último texto antes de “férias”. Sigo portanto o calendário político (ou mais ou menos, porque os políticos já estão de férias há alguns dias) mas nem de longe nem de perto pertenço à classe. Também explico isto porque vou deixar aqui umas ideias que muitos considerarão políticas mas que não passam das ideias de um cidadão interessado e que apenas deseja ver que os melhores caminhos são os escolhidos.
Assim, e para que todos possamos reflectir em Agosto debaixo desse fantástico sol mediterrânico numa qualquer praia da nossa maravilhosa costa eis algumas notas sobre assuntos que considero de urgente resolução no Pinhão e no concelho a partir de Setembro:
1.A linha do Douro não poderá esperar mais. Se há hipótese de reabertura este é o momento para a tomada da decisão política para que no próximo ano o comboio já circule pelo menos até Foz Côa. Os vários municípios e empresas da região terão que a partir de agora encarar com bastante seriedade esta possibilidade e perceber o que fazer e como fazer;
2.Os contentores no Pinhão terão que ser aproveitados. Se a Junta tem mesmo a chave dos ditos cujos que os explore ou então os concessione à exploração. Eles não são feios nem ficam mal, a única coisa que fica mal é a sua não utilização.
3.E como com uma vem sempre outra mancha. O Pinhão não se pode dar ao luxo de ter na sua zona nobre, a Avenida Marginal, obras por acabar sem qualquer razão. Os pinhoenses estão fartos de verem a “Casa da Praia” transformada num estaleiro estático. Bem basta quando chegarem as gruas e o pó dos novos hotéis nos terrenos da casa do Douro.
4.Porque este ano já é tarde… os pinhoenses terão que decidir realmente se o turismo é ou não o cartão de visita do Pinhão. Se não for a terra desaparecerá em menos de 50 anos, se for… bom se for, talvez haja alguma esperança. E para que tal aconteça terão que ser os pinhoenses, em particular a Junta de Freguesia do Pinhão a tomar a dianteira e a elaborar um plano de aproveitamento turístico da vila. Isso não custa dinheiro e já existem muito boa gente disponível para o fazer. Não digo que tenham que construir nada… apenas digo que têm que definir claramente as linhas orientadoras para que o Pinhão possa realmente viver e ganhar algo com o turismo. Porque hoje, por muito que digam que isso acontece, é a mais PURA MENTIRA.
5.E já que falamos na Junta de Freguesia do Pinhão não ficava mal começar a pensar na vida cultural da vila. Nota-se um esforço no apoio às festas, às marchas e as sardinhadas mas isso não abrange o conjunto (ainda) grande de jovens da localidade. E o “Pinhão Radical” é manifestamente pouco. E as ferias desportivas com animação de tempos livres são interessantes, mas é preciso algo que realmente cative os jovens e já agora… cative a presença de pessoas de outras localidade.
6.Parece que vamos ter uma feira em 2008. Permitam-me que comece desde já a duvidar do desfecho que esse anuncio de Pedro Perry, em Maio, numa entrevista disponível na Internet, possa ter. Uma boa feira de vinhos e gastronomia terá que ser preparada com tempo. De momento ainda não se vislumbram movimentações… por isso é fundamental que Setembro seja o mês de arranque sob pena de se tornar um “flop”.
7.E já que falamos de projectos de longo termo, falemos da festa. Soube recentemente que já terá sido agendada uma reunião para debater a constituição final da próxima comissão. È de louvar e já vi que há malta disposta a trabalhar em prol desse objectivo. Muito bem… as maiores felicidades e que comecem também já a trabalhar, já não é cedo!
8.Finalmente é importante que a população do Pinhão apoie as iniciativas que se vão levando a cabo, sejam elas quais forem, venham elas de quem venham. Vejam o sucesso do rancho, da festa, do Carnaval, das marchas. E o que têm em comum essas ocasiões? Fácil: a união dos pinhoenses em prol de um objectivo nobre. Só assim a vila cresce… e mesmo que não possa crescer fisicamente… crescerá certamente socialmente e nesse campo até podemos ser uma nação…
Haveria outras coisas a destacar, estas parecem-me as mais proeminentes. Há ainda as questões da marginal do rio Pinhão, da falta de habitação e tantos outros problemas. O importante é começar por algum e não deixá-los acumular.
Eu vou de “ferias”… bem não serão propriamente “férias”, digamos que alguns dias de descanso e muitos outros de trabalho… Regressarei em Setembro e espero que para comentar o inicio de algumas das sugestões que deixou ou outras coisas que sejam igualmente importantes.
Até lá umas “boas férias” talvez desfrutando aquela que é a nossa “eterna paixão…!”
 
Luís Manuel Madureira de Almeida
MsC Engenharia Civil
Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa
publicado por Luís Almeida às 18:49