Este início de ano (ou temporada) tem sido marcado pela discussão das festas de Verão. Sintoma típico de falta de dinamismo e… melhores ideias.
Sem entrar por esse assunto, cujo destaque depois da metáfora ao “circo” por parte do PSD terá que ser mínimo já que não sou adepto do populismo (e o PSD nacional também não me parece ser), vou pegar na deixa para falar de ambição.
Na Pesqueira terminou a Vindouro, feira de vinho da região (mais uma, dirão alguns da classe politica) e terminou com o Presidente da Câmara a reclamar para si o estatuto de centro geográfico do douro e da única feira capaz de promover a região e os seus produtos. Compreendo que se trata de um autarca que defende acerrimamente os seus eleitores… mas sem qualquer fundamento. A Pesqueira tem apenas mais vinha, mas não está no centro geográfico de nada. Não tem estruturas mas tem demonstrado esforço para as ter, e não tem população.
Por outro lado Alijó tem todas e mais algumas condições, a começar pela diversidade, para abraçar e chamar a si a responsabilidade da marca “Douro”. Alijó não é só vinha e vinho, provou a Bienal, entre outras iniciativas, que Alijó é muito mais… E depois está o Pinhão… e é aqui que atingimos a questão da ambição.
O Pinhão, é hoje conduzido por líderes sem ambição, achando que o lugar da terra é no fundo do concelho, seguindo discretamente sem chatear ninguém. Quem manda no Pinhão não tem qualquer projecto de futuro e acha inconcebível que o Pinhão possa abraçar um projecto cultural sério. Não podiam estar mais enganados e enquanto o Pinhão for liderado por estas pessoas… não haja ilusões a regressão continuará!
Para regozijo de alguns desses líderes, o Pinhão vai-se tornar numa aldeia turística (chamo a vossa atenção para a próxima edição do Douro Press que saí de hoje a 8 dias). Esquece-se tudo o resto só porque um nicho de pessoas acha, erradamente, que a posição do Pinhão, na região e no Douro não pode ser mais do que uma vila entravada em montes, sem comboios, sem autocarros, sem correios, sem estação de caminhos-de-ferro e sem população.
Até quando? Até quando se permitirá esta situação?
Mas mais importante, quem e como mudar essa situação?
A fórmula é fácil: os jovens! Mas cuidado, muitos deles têm medo, não têm ambição e, sobretudo estão a abandonar o Pinhão
Até quando?
 
Luís Manuel M.A.
Msc Engenharia Civil
IST-UTL Lisboa 2007
 
N.R. Devido à proximidade da data de entrega da minha dissertação de mestrado não poderei escrever regularmente no blog, facto pelo qual peço desde já as minhas sinceras desculpas.
publicado por Luís Almeida às 22:54