Começou o princípio do fim dos mandatos autárquicos vigentes.
É normal que a partir do meio do mandato se vire completamente o rumo do barco e comecem a aparecer as medidas populistas com vista nas eleições. Em particular quando o eleitorado pode estar cansado de ver a mesma pessoa e o mesmo partido, no poder, durante vários anos consecutivos. É o caso da Câmara de Alijó e de várias juntas de freguesia por esse concelho fora. Por isso tem que haver uma maior imaginação para os dois anos que faltam. Em particular, no Pinhão.
Mas nem sempre é o corte radical de ideologias que representa a melhor solução. É tudo uma questão de ciclos. O partido pode ficar, mas o líder tem que ser substituído. Aliás, viu-se numa “interessante” votação online no site do Douro Press , que os eleitores escolhem o candidato com o melhor perfil (?) independentemente da sua cor partidária.
Dizia eu, que era uma questão de ciclo. E ciclos de 8 anos numa junta de freguesia, quase roçam outros sistemas políticos. O anterior ciclo de 8 anos liderado por Lúcia Cerca ficou marcado por algumas alterações do executivo. Por motivos de força maior, que preferiríamos que não existissem, nuns casos; mas também por motivos de ordem política. Com essa renovação e regeneração, sobretudo de um mandato para o outro, acabou por se introduzir uma dinâmica sempre diferente que evitou o cansaço dos eleitores.
Já no actual mandato temos escrupulosamente o mesmo executivo e, pior do que isso, alguns membros de assembleia que apenas procuram a exposição. Claro está, os resultados estão à vista!
Acredito sinceramente, e desprovido de qualquer outro tipo de interesse, que chegou a hora de mudar o ciclo, talvez mais do que mudar o partido político. Embora reafirme que não devo militância a qualquer partido político. Talvez uma ligeira simpatia ao centro, definitivamente um interesse pelo bem-estar da minha localidade e de todos quantos lá vivem. Esse é talvez o meu partido político, e talvez devesse ser o partido de quem ocupa cargos de relevância nas instituições locais.
Só para concluir, dizer que nem todos se devem meter no mesmo saco. Há pessoas responsáveis e verdadeiramente dedicadas à sua terra, algumas em funções, outras afastadas devido a interesses que hoje ganham outros contornos… mais favoráveis.
Mas acho que é tudo uma questão de ciclos, e o ciclo actual, não só o perspectivo como perto do fim, como acredito que terá mesmo que terminar sob pena do Pinhão desaparecer.
 
Luís Manuel MA
 
NR: Enfim, os motivos creio que já os conhecem… resta-me pedir desculpa por esta interrupção. Deixo a garantia que não se repetirá, pelo menos por estas razões.
publicado por Luís Almeida às 11:24