De tanto falar em ciclos, aproveitei estes últimos 15 dias para parar no blog e perceber se o ciclo deste não estaria também esgotado. Conclui que não faltará muito mas que para já vale a pena continuar… pelo menos tendo em atenção ao número de visitantes diários.
Tive há uns dias uma discussão “electrónica “ (termo chique para Messenger) com um membro da CP de um dos partidos de Alijó. Discutíamos exactamente o esvaziamento de serviços a que o concelho está condenado desde há alguns anos. Tudo isto para concluir que se a ARS Norte quer fechar o SAP de Alijó, se a CP fecha a estação do Pinhão, se os CTT se concentram em Alijó, se a autarquia fechas as escolas, se a GNR decide tirar o posto do Pinhão, é porque têm alguma razão.
A verdade é que este “esvaziamento” tem por base, além dos critérios economicistas, um critério simples, a estagnação e/ou regressão demográfica e económica de todo o concelho. Eu pessoalmente aposto na regressão, os mais optimistas falam apenas em estagnação.
Estes encerramentos acabam por ter alguma lógica, nesse contexto. E da parte dos responsáveis autárquicos e outros, apenas se vêm tomadas de posição, moções de rejeição, visitas para acompanhamento. Por vezes é preciso mais do que burocracia, mais do que diplomacia correcta. É preciso negociar e por mais grave que seja a situação económica e financeira da autarquia, há sempre forma de o fazer.
Exemplo concreto: quando se fala em fechar a escola do Pinhão, deve-se sugerir a criação de uma escola profissional. Outro: quando se fala em fechar a estação: deve-se sugerir a gestão e rentabilização do espaço pela localidade (pelos vistos até se fez…).
Mas mais do que soluções de emergência, que seriam estes pequenos negócios para evitar males maiores, é necessário que definitivamente se estabeleça uma política de crescimento, baseada na melhoria dos índices demográficos e paralelamente das condições sociais.
Abro aqui caminho para falar do centro de dia. Como já o disse anteriormente, não me parece que o Pinhão devesse ter esta como primeira prioridade. O Pinhão precisa de juventude e de força económica. É certo que se deve ajudar quem mais precisa, mas estabelecer desde o inicio que uma das grandes obras seria o Centro de Dia ou o pavilhão desportivo parece-me… talvez exageradamente… discriminatório. Há outros sectores mais carenciados na vila. Já que se diz que se Alijó tem o Pinhão não precisa e as pessoas podem lá ir, as valências deste centro de dia já existem na sede e é desnecessário uma duplicação no Pinhão, particularmente quando essa não é a necessidade mais importante de momento e existem planos privados para facultar o mesmo tipo de serviços. O tal investimento privado que todos querem, mas que depois todos cortam pela raiz. E quanto ao Pavilhão, se o argumento da Escola EB 2,3 já não é suficiente, que tal dinamizar actividades desportivas. Depois já o pavilhão tinha mais que justificação. E meus senhores, deixemo-nos de ilusões e falsas promessas. Há pavilhões muito baratos de construir e que a autarquia podia perfeitamente suportar.
Depois, há o QREN, gostava de saber que proposta apresentou Alijó para os fundos comunitários.
Até para a semana, se eu não voltar a pensar nos ciclos.
 
Luís Manuel M.A.
música: alijó, pinhão
publicado por Luís Almeida às 11:32