Prometido é devido… e eis que finalmente me disponibilizo para cumprir a minha promessa no final de 2007. Quero, antes de mais esclarecer, que isto são ideias. Nada garante que sejam as correctas ou aquelas que se devem considerar. É talvez um apanhado de ideias de amigos meus com outras minhas e que por vezes, juntos discutimos, e hoje e na próxima semana, trago até vocês.

Eis então as minhas/nossas ideias para pôr o Pinhão nos carris do desenvolvimento, agrupadas em temáticas. Sem pretensiosismo, arrogâncias, tiques de superioridade ou de tudo o que já fui acusado… isto que apresento são meras notas, notas soltas que por vezes ato em noites de perdida conversa com os meus conterrâneos. Apenas e só isso… mérito para todos os que comigo discutem estas coisas, e que se preocupam porque ainda tem a felicidade de a cada manhã ver o Douro.

 

Urbanismo

Terra que se desleixou ainda não está terminantemente desgraçada em matéria de organização territorial. Mas é preciso evitar duas ou três coisas. A saber, as obras na Marginal junto ao Restaurante Veladouro, de um potencial restaurante arrastam-se há meses por entre avanços e recuos e soluções arquitectónicas e de engenharia que até eu (caloiro nestas coisas) me arrepio. Mas o importante é acabar com os mamarrachos de uma vez.

Os terrenos da Casa do Douro serão para o CS. Talvez não sejam… O que quer que aconteça, por favor não permitam mais hotéis. O Pinhão hoje não tem turismo… não percebo para quê mais um hotel. Várias câmaras municipais por esse país, pegam em terrenos, compram-nos e urbanizam-nos. Com um bom plano de pormenor conseguem ainda rentabilizar esses investimentos e colocar dinheiro em caixa. Se Alijó está assim tão mal de finanças, já nada tem a perder e ainda pode tapar alguns dos buracos. Estes terrenos são dos durienses e para eles deverão reverter com benefícios urbanísticos.

Não sendo urgente, mas uma ideia interessante, a António Manuel Saraiva precisa de ser arranjada de vez. Passeios, pavimento, saneamento. Porquê?! Eu explico quando falar do comércio local.

Também não parece boa política abater árvores em troca de oliveiras. Os ambientalistas que não descubram…

 

Vias e acessibilidades… e pontes

Finalmente iluminada! Aleluia! Foram precisas décadas de ofícios para a pintar, descobriu-se que esta com “parafusos” desapertados. Mais um boicote e finalmente fez-se luz. Um processo que poderia ter sido gerido com mais tranquilidade. E já agora, uma nova tem que ser equacionada a médio prazo!

A linha do Douro representa o que de mais importante o Pinhão tem. Não só a estação nunca deveria ter fechado como é fundamental que Espanha fique mais perto de comboio. Vamos lá, pinhoenses, puxar por essa realidade juntamente com toda uma região que precisa deste investimento para se afirmar definitivamente no plano turístico.

 

Turismo

Qual quê?! Mais um ano que passou e o Pinhão continua a ver passar (cada vez menos) turistas. Ora de barco, ora de comboio, ora pelo seu próprio pé! Só os Balseiros continuam abertos ao fim-de-semana. Se é para viver do turismo, então os comerciantes terão que se preparar para o turismo de uma vez por todas.

O grupo CS está a preparar-se para se lançar a níveis internacionais. O melhor que o Vintage House pôde ter tido nos últimos tempos foi a integração neste grupo que está a dar novo fulgor ao hotel. É preciso que o Pinhão acompanhe esse fulgor e deixe de encarar esta unidade como a causadora de todos os problemas. O Pinhão só não ganha com o hotel, porque inexplicavelmente virou costas ao hotel.

O açude é outra espinha na garganta. Anos e anos de promessas e ideias bastante interessantes. Mas tudo no papel. Os jovens continuam a ir para um local selvagem sem que uma ambulância lá chegue. Espero sinceramente que não seja este espaço remodelado pelos piores motivos. Também está a crescer o interesse por locais fluviais no interior. O Pinhão tem aqui uma pérola por esperar. Olhe-se Vale de Mendiz… que não esperou para ver!

 

Cultura

Terra de turismo e de gentes com gostos ao mais alto nível (ainda bem) é necessário o regresso dos eventos culturais de superior qualidade. As galas musicais, as exposições que dão expressão aos artistas da localidade e da região, os concertos, a etnografia. Tudo isto tem que estar de regresso se queremos entreter os turistas e os que passam pela região. Animação de rua nas tardes de fim-de-semana, concertos, música, jogos populares, vida, actividade. Alguma coisa se vai fazendo, mas para os de cá! É preciso mais e é preciso projectar o nome do Pinhão, como centro geográfico do Douro, apostando na cultura, no bem-estar. Porque isto também fixa pessoas e cria postos de trabalho. Sem medo, com riscos, mas com a certeza de que se pode triunfar. Pelo menos, era bom que os jovens se mexessem e não dissessem apenas que são excelentes ideias.

Temos feira em 2008, foi essa a indicação do presidente da Junta do Pinhão em 2007. É a oportunidade ideal para pôr o Pinhão no mapa.

 

Desporto

O Pinhão tem que entrar na cena desportiva. Fazem-se as contas aos miúdos nos clubes da região e aos que não vão para esses clubes, por ser longe, junta-se uma população apaixonada por futebol e sai desporto. È difícil, é complicado, mas pelo menos uma equipa de futsal teria que existir. Inadmissível que não se avance. As contas estão feitas… é possível, duro mas é possível! Se houver vontade nada os deterá. Pelo Sporting Clube Pinhão… por nós!

Mas se não houver futebol, as emoções das noites de Verão. É necessário que o Pinhão reviva as grandes noites de futsal outdoor (isso que agora é moda nacional e que o Pinhão sempre teve). É necessário recuperar, pelo menos, o torneio de futsal anual para animar esses dias de Verão e quiçá financiar uma equipa de futsal ou futebol (a reactivação do Sporting Clube Pinhão). Mas pelo menos as pessoas andarão a falar do torneio. Isso sim… era bonito! E não mais os enfadonhos torneios de “24 horas” que apenas geram lucros mas afastam as pessoas.

continua...

NR: A segunda parte deste texto é lançada Sábado às 23h30 e serão abordadas as temáticas de SERVIÇOS, ECONOMIA LOCAL, POLÍTICA, SOCIEDADE E NATALIDADE. É também apresentada a conclusão do texto

Luís Manuel Almeida

publicado por Luís Almeida às 01:26