Tento de facto, este fim-de-semana de Natal, descobrir se estou já “lisboetizado” como se vai dizendo na blogosfera.
Empurrando para um Natal citadino, fora da minha terra, do meu frio, do meu Douro tenho a boa oportunidade para descobrir se me dou melhor em terras de “mouros” ou na “minha” terra. A quadra ainda não passou, mas creio já estar em condições de dar a resposta. Não estou, nem nunca hei-de estar “lisboetizado”. O Pinhão é a minha terra e é com grande mágoa e tristeza que este ano, nem no Natal esteja por aí.
O branco após uma intensa noite de geada, o frio que não dá tréguas, o Douro que corre indiferente, as vinhas que a cada dia tem uma cor diferente… o cheiro. O cheiro a terra que em Lisboa não se sente, as pessoas. Como pode alguém ousar dizer que não há qualidade de vida. Haverá possível comparação entre Lisboa e o Pinhão? Só se para concluir que inegavelmente o Pinhão tem mais para oferecer que Lisboa. Paradoxal porventura esta minha ideia. Mas é o que sinto.
Estou este ano mais pobre, longe do que me alimenta a alma, mas garantidamente numa experiência que não tenciono repetir.
A concorrência ofereceu “minhocas”  ( www.resulta.blogs.sapo.pt ), eu prefiro dar uma trégua. Apesar disso continuo intransigentemente e desinteressadamente a defender a minha terra e os interesses que considero úteis ao seu desenvolvimento. Sublinho “desinteressadamente”. Não tenho qualquer agenda, a não ser a de promover, no que a mim disser respeito, o lugar onde vivo. E note-se que não estou em nenhuma guerra nem pretendo comprar nenhuma, apenas pretendo oferecer o que estiver ao meu alcance para o desenvolvimento do Pinhão, desde que seja considerado útil.
Este é também o meu ultimo texto em 2007. Não faço balanços, o Douro Press, já o fez (num texto assinado por mim) e deixo em baixo o vídeo-resumo. Prefiro dedicar-me a pensar, nos próximos dias, em visões, ideias, projectos para o novo ano e partilhá-los convosco em Janeiro. No Pinhão tem-se excessivamente olhado para trás… é agora tempo de olhar para a frente… para o futuro, para o desenvolvimento. É preciso mudar o que está errado e é preciso coragem para mudar. Mas mudar o que for preciso, doa a quem doer… para que um dia não lamentemos mais.
Desejo a todos os que me tem acompanhado neste blog, amigos, inimigos e quem gosta de me “agraciar com palavras menos correctas” um excelente Natal na companhia dos que mais adoram e um Ano Novo próspero de saúde. Afinal de contas, nada mais interessa…
Até para o ano
 
Luís Manuel Almeida
Vídeo com o que de mais importante se passou no Pinhão em 2007
publicado por Luís Almeida às 00:23