Deixei acalmar o pó das autarquicas para regressar à carga e desta vez exigir intervenção e não apenas delimitação de medidas.

Elegidos que estão os autarcas para os próximos quatro anos, e felizmente com continuidade, no que mais interessa ao Pinhão (Câmara de Alijó e Junta) è agora tempo de preparar esforços e concertar iniciativas para finalmente afirmar esta terra no panorama turistico.

Mas não só o turismo deverá estar na agenda diária dos autarqcas agora eleitos. Adivinham-se tempos muito dificeis para o Pinhão. A título exemplificativo posso referir algumas situações que a curto prazo poderão ser dores de cabeça bem grandes para o actual presidente da junta. Uma delas, o encerramento das bilheteiras da estação da CP, já ocorreu. Mas em Janeiro fecha completamente o edificio de passageiros. Uma situação que não pode ocorrer de maneira nenhum e injustificável a vários níveis, mesmo económico até para a CP. Deve aqui o presidente da Junta do Pinhão, em concertação com a Câmara de Alijó incetar esforços para impedir esta situação. Deve-se evitar um motim e uma confusão como aquela que rodeou a questão da ponte.

Por falar na ponte, estes quatro anos serão decisivos para definir de uma vez por todas o futuro desta estrutura. Destruí-la está completamente fora de questão e seria um erro crasso. Até porque é o elemento de markting mais poderoso que o Pinhão possui a par da sua estação ferroviária. As obras públicas são concebidas para uma vida útil de 100 anos. Esta ponte não foi sequer feita a pensar nisso e muito menos a pensar nas cargas a que hoje está sujeita. Esta ponte não tem remédio quanto ao tráfego de autocarros e mercadorias. Sendo o Pinhão um ponto de passagem fundamental para muitas empresas comerciais e turisticas tem que, pelo menos, ficar definidos os traços da construção de uma nova ponte paralela à actual. Não é um preciosismo é uma realidade inevitável, creio que após a conclusão das actuais obras todos irão perceber porquê!

Gerando tantos visitantes ao nível turistico é altura do Pinhão também se afirmar culturalmente e aproveitando este turismo temático ligado à vinha e ao vinho oferecer produtos culturais complementares de qualidade. Há ideias, há projectos e há formas de contornar as dificuldades financeiras. Pode-se ter qualidade sem grandes verbas associadas, é só preciso ouvir as vozes certas e tomar as atitudes certas. É urgente desenvolver o Pinhão a vários níveis e à frente destas iniciativas terá que estar a Junta de Freguesia local, já que é o único organismo verdadeiramente forte e capaz que esta vila possui.

Uma última nota para referir a presença, não oficial, do Secretário de Estado do Turismo, na aldeia de Casal de Loivos. Tirem-se as ilações que tal facto sugere.

Até para a próxima vez, certamente na próxima semana!



Luís Manuel Almeida (LEC, IST2005)





NOTA: Por impossibilidades técnicas não tem sido possível actualizar o site pinhao.com.sapo.pt associado a este blog. Preve-se normalização a partir desta semana.
publicado por Luís Almeida às 12:57