Antes de mais impõe-se um pedido de desculpas. Não que tivesse um grupo de fãs na Web mas sei que tinha alguns leitores atentos que com regularidade se passeavam na minha floresta de opiniões. A esses especialmente devo explicações pela minha súbita e prolongada ausência da net e dos blogs.

 

Desde esse dia muita coisa se passou: criou-se o Douro Harvest, encerrou-se a linha do Tua, elegeu-se um novo Presidente da República, apareceu o facebook, apareceu o twitter e centenas de outras ferramentas sociais às quais não se dá talvez a seriedade de um blog. Todos esses brinquedos virtuais são interessantes mas faltava qualquer coisa. Pessoalmente tive as minhas aventuras e mudnças, resoluções de “ano novo” e resoluções de uma altura qualquer que desembocaram naquilo que eu estou e sou hoje. Pelo meio uma falhada incursão num boletim informativo local (que em tempos mantive em consonância com o blog) mas que me vi obrigado a separar dado que tudo foi feito para que a minha opinião se descredibilizasse e eu não desejava que essa ira se estende-se ao meu ainda pacifico espaço na internet.

 

Tudo caiu por terra com a minha experiencia política. O meu blog, apesar de moribundo acabou por ser palco da materialização de alguma excitação que esses tempos por vezes provocam. Senti nova necessidade de parar!!!

 

Há uns dias alguém me perguntou novamente: “E o blog, Luís?” Todas as desculpas que apresento eu apresentei também na altura, mas depois pensei: “Não, tem que haver mais do que isto!” Foi aí que decidi que não deveria permitir que o que construí durante alguns anos fosse definitivamente ao charco. Decidi que deveria continuar! Sinto que estou hoje muito mais conhecedor dos factos e das circunstancias e tenho uma maior e melhor capacidade de análise e interpretação de tudo o que se passa na região, no país e no mundo.

 

Desta forma espero reavivar uma tradição que mantive religiosamente ao longo de alguns anos: a de escrever sobre a actualidade, sobre a banalidade, sobre a necessidade, sobre qualquer coisa importante, todas as quintas, todas as semanas até que eu ache que já tudo foi escrito.

 

Luís Manuel Almeida

 

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publicado por Luís Almeida às 21:00