Antes de mais, quero deixar um enorme pedido de desculpas pela demora no regresso. Uma entorse de muita gravidade tem-me afastado da minha vida normal.

Quase um mês se passou desde o último texto, por isso decidi "retalhar" brevemente alguns assuntos que merecem a nossa reflexão enquanto Pinhoenses e Portugueses.

  • A CP alterou mais uma vez os horários na linha do Douro, com a Associação Comercial da Régua, Santa Marta e Mesão Frio a temer o encerramento da linha acima do Marco de Canaveses. Costuma-se dizer que onde há fumo... há fogo. Na generalidade o serviço melhorou, com a redução do tempo de viagem, mas as composições, apesar de mais rápidas, não tem muitas condições para o serviço de longo curso. O Pinhão ficou relativamente prejudicado pela necessidade de transbordo na Régua e pelo madrugador horário do comboio da manhã. No entanto, perdoem-me... mas podia ter sido muito pior. Espero ansiosamente noticias da visita do Presidente da Câmara de Alijó à sede da CP, até porque quando foi do aeródromo da Chã ele deslocou-se propositadamente a Lisboa para acelerar o processo. Ou talvez viagens de desconto nas ligações aéreas...
  • As consequências da má gestão do processo da Ponte estão à vista. Alguém percebeu muito tarde que a ponte iria fechar e ainda mais tarde que teria que haver uma alternativa. A ponte ainda não fechou porque o ferryboat</a></a></a> ainda não chegou, alegadamente por burocracia pendente. É apenas mais um atraso em toda esta situação que se tem arrastado ao longo da última década. Já nem me apraz comentar o horário desse bendito ferryboat</a></a></a> para não referir que o problema de fundo continua e continuará a ser a insuficiência de resposta da estrutura mesmo depois de reparada. Louvo o Dr. Artur Cascarejo que pede já a construção de uma nova ponte. Agora que na eventualidade de tal suceder se tenha um pouco de bom senso no tipo de solução arquitectónica.
  • Descobri recentemente que os vereadores PSD do Município de Alijó criaram um blog. Algo que saúdo, uma vez que na Alijó ainda não há um debruçar sobre as questões politicas como seria de desejar. E foi através deste blog que reparei numa situação, no mínimo</a> estranha, que se passa no Pinhão. De acordo com a foto que reproduzimos no topo do texto, as traseiras da Casa do Povo são a lixeira das obras de remodelação do salão desse edifício. Não fica bem! Como não me parece que aquele material seja reutilizado deveria ter tido um outro destino. Apesar de estar escondido... não fica bem. Não irei comentar eventuais responsabilidades uma vez que existe um acordo de gestão mútuo entre a associação da Casa do Povo e a Junta do Pinhão cujos contornos desconheço... mas não fica bem!
  • Outro assunto do momento são os contentores instalados na praia fluvial e para os quais se procedeu ao corte de árvores e remoção de mobiliário urbano. É sempre lamentável qualquer tipo de atentado ambiental por menor que possa parecer e certamente existirão outros espaços disponíveis que não necessitariam que se procedesse ao abate de árvores. Está inclusive encerrado um parque de autocarros nessa praia com espaço suficiente para colocação desses contentores.

De momento estes parecem ser os temas mais interessante que afectam a nossa vila. Já me alonguei demasiadamente e da próxima vez tratarei especificamente um tema em particular. Não queria terminar este meu primeiro texto depois da tomada de posse do novo Presidente da Republica, Prof. Dr. Aníbal Cavaco Silva sem desejar as maiores felicidades no cumprimento dos seus deveres e sobretudo uma coabitação pacifica com o Eng.º Sócrates porque o nosso país não resistiria a mais um tumulto politico.

Obrigado e até breve.

Luís Manuel Almeida

(LEC ISTLisboa2006)

publicado por Luís Almeida às 13:38