Ainda ontem falava aqui de rumores de um possível encerramento dos estabelecimentos de ensino do Pinhão. Hoje obtive, de fontes associadas ao Ministério da Educação, a informação de que 2006/2007 será o último ano lectivo da Escola EB 2,3 do Pinhão.

Tenho-me beliscado o dia todo para me tentar certificar que estaria a viver um pesadelo mas tal não é verdade.

Com o encerramento das escolas o Pinhão perde a juventude, a irreverência, o dinamismo que ainda caracterizava esta jovem vila. A economia sofrerá um revés massivo e temo que os serviços mais básicos caíam como peças de dominó nos meses seguintes. Trata-se de um serviço que dinamizava o aluguer de apartamentos, que fornecia clientes diários a restaurantes, um dos principais clientes dos CTT… e mais um rol infinito de benefícios.

Hoje não me alongarei, porque não é dia de escrever neste blog, mas não me vou embora se pedir, apelar e quase suplicar a todos os pinhoenses que lutem ate onde as forças deixarem para impedir esta morte lenta a querem votar o Pinhão. Vamos, se for preciso, para as ruas mostrar a indignação perante um país que em troca de auto-estradas mutila serviços de saúde e de ensino. Aqui, não se trata de uma reorganização eficaz. Se o fosse a escola ficaria aberta porque é a segunda do concelho que mais alunos têm. Não pura e simplesmente argumentos. Não vamos permitir que mais uma vez sejamos usados e não vamos perder este serviço que tanto custou a garantir.

Todos se recordam da EB 2,3 do Pinhão enquanto dependência da D. Sancho II (Alijó) por esta não conseguir responder à procura nos anos 80. Agora que a temos vamos lutar para não a perder.

Pelo Pinhão, por todos quantos ainda acreditam nesta vila, esqueçamos quezílias e unamo-nos em torno deste objectivo. Vamos lutar e impedir esta atrocidade. Não se trata de uma reorganização… trata-se do assassínio lento e doloroso da vila com mais potencial de crescimento da região Douro.

 

Luís Almeida

Msc-pb Ciências Engenharia

IST Lisboa 2006

publicado por Luís Almeida às 00:47