Outrora, sobre a ponte, questinei aqui as verdadeiras intenções daqueles que se preocupavam com a falta de movimento desta “proeminente” vila turística. Hoje tenho a prova cabal que no Pinhão não se vive do Turismo.
Que fique bem claro que se deveria viver do turismo no Pinhão e que esta é a única forma de manter viva a economia local. O que é certo é que para o turismo ser realmente apelativo e de qualidade não bastam o vinho e a paisagem. São necessárias estruturas físicas e culturais capazes de complementar o que de fundamental o pacote turístico desta região tem.
Veio a público que o Pinhão não tem um posto de turismo. Este foi encerrado depois da Região de Turismo da Serra do Marão ter cortado o financiamento ao estabelecimento. Este corte só pode ter a ver com divergências políticas já que os registos do posto justificavam claramente o que à vista desarmada se constava: a enorme utilidade e procura.
Considero grave, em ano de comemoração das 250 primaveras da demarcação, considero grave enquanto inserido na mancha de património mundial da humanidade mas considero mais grave que Alijó não tenha feito nada. Da região de turismo soltam-se declarações suspeitas sobre o comportamento das autarquias. Sugere-se que as autoridades locais não sabem o que querem! Pergunto se não deveria ser a região de turismo a incentivar o aparecimento dos equipamentos certos e não estar à espera que lhes “lambam as botas” e “choraminguem” co-financiamento. Mas que papel têm então estas regiões de turismo, que pessoalmente não compreendo?! Que enquadramento e porque existem tantas ao longo do vale do Douro. Com excepção do programa da RTP, “Descobrir Portugal”, a região da Serra do Marão nada tem feito em prol do turismo, pelo menos onde deveria… no terreno.
E depois, surge Sabrosa, felizmente atenta às necessidades da região, mesmo que para além do seu concelho. Sabrosa pretende explorar um posto de turismo no Pinhão perante a aparente apatia generalizada. E os tão afamados contentores estão prestes, não só a tornarem-se posto de turismo, como a servirem de base à 3ª loja de produtos artesanais do Pinhão. Sem desprimor pela arte, que temos nós para oferecer nesta área de tão genuíno?! Não seria mais sábio, prudente e apelativo surgir uma loja de vinhos da região quiçá com uma exposição permanente da história do vinho e do Douro. É que artesanato tem os Balseiros e a Artedouro… mas vinho, provas e história não abundam no Pinhão.
Mas afinal já se começa a perceber para que servem os contentores cujo mistério já resolvido mostra serem da IPTM com iguais intenções de criar um posto de turismo.
Meus senhores, esta situação é grave e uma vez mais demonstra a gravidade com que são geridas certas situações. Para o Pinhão de uma vez por todas se afirmar como vila turística ou com economia proveniente do turismo tem que ser tomadas várias medidas. O posto de turismo até que seria, eventualmente, a cereja no topo do bolo. Assim não é entendido pelos que mandam… quem sou eu para o contrariar!?
Tivesse eu tempo de levar a cabo um mini-estudo económico no Pinhão e surgiriam surpresas alarmantes sob a percentagem de riqueza gerada pelos fluxos turísticos. Mas isso todos sabemos… mesmo sem dados oficiais… basta ver!
Para fechar congratulo-me por a ponte ter aberto… embora ache curioso ter sabido que o ferry-boat foi para Viana do Castelo e que no final das vindimas surgirá novo encerramento.
Até sexta…
 
Luís Manuel
MsC Ciências Engenharia
UTL-IST 2006
publicado por Luís Almeida às 15:00