Gerou-se por aí nos últimos tempos uma onda de contestação que peca por tardia e consequentemente desajustada sem bem que legítima.
Refiro-me à mais recente polémica que envolve as escolas do Pinhão e que tanta confusão tem gerado motivando apelos para que se abordasse o assunto.
Andei meses aqui a falar da Escola do Pinhão e alertar para os problemas que estavam na iminência de surgir sem que o assunto tenha merecido o devido interesse daqueles que tentei sensibilizar. Felizmente anunciei perspectivas muito mais dramáticas que aquelas que se concretizaram.
Falei diversas vezes na hipóetese real de todas as escolas do Pinhão serem encerradas em deterimento do funcionamento da de Alijó. Felizmente tal não se verificou… ainda!!! Procedeu-se a um rearranjo nas instalações conferindo aos alunos da primária condições mais satisfatórias bem como acesso facilitado e alargado às tecnologias da informação e à biblioteca da EB 2,3! Não vejo nada de absolutamente negativo em todo este processo. E mesmo que se falem nas obras… convém recordar que se o edificio até agora utilizado para a escola primária não perderá funcionalidade dada a dificuldade de edificar equipamentos públicos (e outros) no Pinhão. Daí se justificarem as obras que julgo terem sido de manutenção.
Esta aglutinação tem como objectivo tentar a criação de uma EB123 no Pinhão por forma a viabilizar este equipamento de futuro conferindo-lhe os número mínimos de funcionamento. Infelizmente é tudo uma questão de números! Não vejo também qualquer problema e deixo tambem a sugestão do modelo, adoptado já por diversas escolas da região, de partir para o ensino profissional que na região tem uma aceitação ímpar face ao quadro nacional.
Dadas as notícias a que temos assistido nesta matéria de equipamentos e edificios será um crime encerrar a escola EB 2,3 do Pinhão perdendo por completo um imóvel em muito bom estado, moderno e capaz de oferecer aos seus alunos condições de aprendizagem invejáveis em todo o concelho. Recordo que o edificio tem cerca de 14 anos e seria um desperdício, até para o estado, vê-lo perder a sua funcionalidade. Por mais desajustado que esteja da paisagem não poderemos negar nunca que oferece melhores condições que muitas secundárias deste país… algumas bem perto! Aspectos que deveriam ser levados em conta.
Quanto à Alijó queria deixar a nota fundamental de que não constitui de forma alguma alternativa à formação dos alunos do concelho, em particular do Pinhão já que não tem capacidade para oferecer disciplinas como Física ou Técnicas Laboratoriais de Química, Técnicas Laboratoriais de Física ou na área da Economia onde carece de oferta grave neste domínio. Não falarei apenas por mim, mas por um conjunto de jovens, que se não tivessem optado pela Régua hoje não poderiam estar a formar-se nas áreas da sua eleição. Não digo nomes… quem for do Pinhão conhecerá muitos… afinal a terra não é assim tão grande…
Para concluir, referir que o crime que anunciei acima pode não ter como culpado o poder autárquico… mas este não está, de forma alguma, ilibado de todas as culpas.
 
Luís Manuel
MsC Ciências da Engenharia – Engenharia Civil
IST-UTL Lisboa 2006
publicado por Luís Almeida às 12:00