Há coisas que vamos ouvindo ao longo do tempo que, ou são desprovidas de sentido ou nos põem a reflectir sobre o que fazemos, dizemos ou pensamos.

Como estou seguro daquilo que penso e digo (não tenho por hábito, quando a conversa é séria, pensar sem falar), só sobra a opção do “desprovido de sentido”.

Daí que seja talvez interessante, aproveitando este tempo pascal de aparente calmaria no “bairro” para fazer dois ou três esclarecimentos sobre algumas das ideias que tenho deixado neste blog.

A primeira delas, e fundamental agora que o Douro Press atinge outros públicos, é que enquanto coordenador daquele folheto faço os possíveis para me tornar imparcial na função que é a de dar a noticia, nua e crua, assente apenas e só em factos. Não obstante, não deixarei de intervir na vida pública, sempre que o entender, através do meu blog. É necessário “separar as águas” e perceber que no blog tenho uma latitude que não me permitirei ter no folheto. A partir daí somos humanos…

A minha posição face ao investimento privado tem também suscitado algumas confusões nalguns dos meus leitores. Eu não sou contra o investimento privado, de forma alguma. Em particular numa região que só dele poderá viver, para ter algum futuro… ou rumo! Agora temos que perceber que a satisfação de necessidades sociais, nem sempre rentáveis, caberá sempre ao público. E nessa lógica bato-me por dois objectivos: que as entidades públicas compitam de igual para igual com os privados e segundo as mesmas regras, sem proteccionismos. Por outro lado que nem tudo seja entregue aos privados de forma atabalhoada e sem controlo.

Levantaram-me no outro dia a questão da competência dos quadros públicos nas autarquias. É de facto um problema de Portugal, há muita gente com poder de mexer em dinheiro público sem a devida capacidade para tal. E dinheiro público é do mais sagrado que existe numa sociedade. É um problema que tem que ser combatido, mas cujo primeiro passo começa no eleitor… quando a opção não é viável, então há o voto branco (igualmente representativo e útil na medida em que se exerce o direito de voto mostrando-se simultaneamente apreensão e desagrado com as opções). E é neste contexto que as listas de independentes são bem acolhidas pelos eleitores… quanto mais não seja porque diversificam! Mas atenção… “verdadeiras” listas independentes… não com “dissidentes”.

E este parece ser o cenário que se vive no Pinhão, onde vezes sem conta ouço várias pessoas referirem que têm votado neste ou naquele, por falta de opção mais convincente. Algo vai mal…

Creio ter aqui abordado os três temas que mais dúvidas suscitaram nalguns dos leitores deste blog e que chegaram até mim, quer por mail, quer pessoalmente. Aproveito para incitar a discussão no seio do blog. É evidente que gosto de conversar pessoalmente com as pessoas… mas ao discutir aqui sempre fica registado uma possível evolução e contributo para a sociedade, para o Pinhão. Objectivo afinal deste espaço.

 

Luís Manuel MA

 

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publicado por Luís Almeida às 22:47