Vem aí um ano e que se adivinha intenso no plano político. De entre o vasto rol de eleições e nomeações que se avizinham destaco as legislativas e as autárquicas.

No plano nacional vem aí o teste de fogo à maioria socialista. O nosso conterrâneo (?) José Sócrates mal teve tempo para descansar e abreviou claramente as suas férias ao voltar hoje ao activo e em força: mais 1200 empregos. Faltam quantos? Tanto como os sócios do Benfica para os 300 mil, ou mais, digo eu!!!...
A verdade é que a “lufada de ar fresco” que prometia ser Manuela Ferreira Leite não passou de uma acção de marketing que inflacionou as sondagens precocemente realizadas nos tempos de euforia eleitoral dos “laranjinhas”. Tudo está a voltar ao mesmo e o D. Sebastião que a direita queria não encarnou na “dama de ferro” portuguesa. A sua recente ausência do Pontão e os rumores (confirmados?) de Alberto João Jardim sobre um novo partido agitam novamente as águas que aparentavam ter sido acalmadas com a saída de Luís Filipe Menezes, mais um “menino rebelde”. Temos um PSD destroçado e longe de se unificar para constituir uma verdadeira oposição a uma maioria que aparenta fragilidade.
Mas pelos vistos “apenas” aparenta. A vitória socialista, a menos de um cataclismo de proporções dantescas, não deverá estar em causa. O desafio é repetir a proeza que muitos atribuem ao José (não Mourinho…) da política mas que pessoalmente creio que se deve uma conjuntura politica singular e de contornos irrepetíveis (e ao mais não sei). E a vitória estará garantida porque as verdadeiras elites, os verdadeiros lobbys estão do lado de Sócrates. Basta sentir o pulso ao sector da construção e constatar uns agitadíssimos electrocardiogramas das principais empresas do sector, sedentas de AV’s e aeroportos. Não fosse a construção o maior lobby do país. Perceba-se porque razão Manuela Ferreira Leite é tão avessa a um projecto do seu próprio partido.
Restam os suspeitos do costume. O PP dificilmente alugará mais do que 2, 3 táxis para ir para a Assembleia (estou a ser simpático). O Bloco já teve melhores dias. E muita da esquerda desiludida com a viragem à direita do PS deverá encontrar consolo no PC.
Desçamos agora à cidade (?) de Alijó. Aqui, a extrapolação do que se passa a nível nacional só não é mais efectiva porque a representação politica se tem resumido a dois partidos com o PC a tentar chegar à Assembleia.
E deixando os restantes à margem de uma discussão que poderá apenas ser beliscada por estes, sobram Miguel Rodrigues, candidato assumido e a preparar desde 2005 estas eleições e o… PS. Do lado socialista ainda não veio a confirmação oficial do candidato, mas não haverá muitas dúvidas que Cascarejo suceda a Cascarejo, na candidatura. A menos que, lá está, aconteça um cataclismo dantesco. Já muitos nomes passaram pela mesa “rosa”. Já outros passaram por baixo e quase se tornavam em candidaturas independentes. Uma ferida que só mais tarde iremos perceber se foi curada ou não pelos “médicos” internos.
O PS Alijó poderá estar numa pequena crise interna que se vai arrastando ou resolvendo pouco a pouco, mas a verdade é que poucos vêm soluções nas alternativas. E outros ainda não vêm soluções nas actuais escolhas. Estaremos sem opções em Alijó?
Definitivamente falta malta nova e capaz. Ambos os partidos estão carregados de preconceitos e individualidades com mentalidades fechadas àquilo que é a política moderna, por mais jovem que a cara do cartaz possa parecer. Vê-se alguma abertura do lado “laranja” mas nem tudo tem sido “rosas” para aqueles lados.
2009 é o grande ano. A ver vamos o que acontece, Atendamos aos que correm por fora, esses talvez os principais vencedores. Na próxima semana estendo ao Pinhão esta análise.
publicado por Luís Almeida às 22:33